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  Carta ao cliente
  Um banco alinhado ao contexto macroeconômico  
 
Por meio da Carta ao Cliente, o BRP relata, mensalmente, os fatos mais relevantes ocorridos no Brasil e no mundo no âmbito econômico e político.
 
Ribeirão Preto, 01 de fevereiro de 2012.

Prezado cliente,

As expectativas têm uma influência descomunal no comportamento humano. Há muito se sabe que os fatores psicológicos, as crenças e as motivações explicam parte super importante do que ocorre, de fato, na “vida real”.

A economia, por ser uma ciência humana, não foge à regra. Nela, os efeitos expectacionais são determinantes nas mais diversas decisões e, consequentemente, em seus resultados.

O mês de janeiro foi um daqueles em que a reação dos agentes econômicos e a precificação dos ativos moveram-se de maneira acachapante, fruto, quase que exclusivamente, daquilo que se espera para o futuro e, não necessariamente, do que acontece de fato no presente. O interessante é que a mudança na percepção dos agentes econômicos é estrutural, tornando portanto reais os efeitos econômicos das mesmas, como foi amplamente difundido na pesquisa e na literatura econômica do século passado.

Vamos aos fatos: os dados divulgados da economia européia, americana, chinesa ou brasileira não trouxeram qualquer novidade, do ponto de vista monetário, fiscal, inflacionário, nível de atividades, produto, emprego, entre outros. Todos esses indicadores mantiveram-se no mesmo nível de dezembro e as bolsas subiram fortissimamente no mundo todo: Ibovespa 11,2%; Nasdaq 7,42%; SP500 5,21%; Frankfurt 9,5%; Paris 4,3% e Hong Kong 8,51%.

No Brasil, mesmo com as projeções de uma ampliação do déficit em conta corrente para algo próximo de U$ 60 bilhões neste ano, somente em janeiro o real apreciou-se 6,98%. Até o euro valorizou-se 0,82% sobre o Dólar.

Em resumo, de maneira simplificada, tudo isto ocorre porque a percepção de risco reduziu-se de maneira relevante. As autoridades européias, lideradas pela Alemanha e França, avançaram relevantemente no fortalecimento institucional, na direção de um controle fiscal crível, afastando o risco de ruptura e débâcle da moeda unificada e do sistema financeiro europeu. Com o risco menor, os agentes põem o dinheiro para trabalhar e, ao menos no curto prazo, há um distensionamento super importante para o normal funcionamento das economias de mercado e os preços dos ativos refletem isto instantaneamente.

Cabe lembrar, no entanto, que a médio prazo, a contração fiscal imposta aos países europeus é redutora da atividade econômica e exigirá ainda muito sacrifício por lá.

Para o Brasil, com a China em velocidade de cruzeiro, os EUA lentamente se recuperando, mais a referida redução do risco econômico global, se a vigilância fiscal permanecer tenaz, o céu continuará de Brigadeiro.

Atenciosamente,

Nelson Rocha Augusto  

Nelson Rocha Augusto

 

P.S.: Com alegria, gostaríamos de compartilhar, como demonstração da eficácia e qualidade na análise econômica do BRP, termos sido classificados no ranking do Banco Central Gerin - Focus -Top 5 Longo Prazo, no difícil ano de 2011, em primeiro lugar na projeção do IGP-M, terceiro no Over Selic e quarto na Taxa de Câmbio, dentre todos os bancos, gestores de recursos de terceiros e consultorias, de todo o Brasil.


Central de Atendimento Banco Central do Brasil (DDG) 0800-979 2345
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